sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PONTO DE CULTURA REALIZA VISITA AO PATRIMÔNIO RURAL NA OFICINA DE EDUCAÇÃO PATRIMONIAL


Nos dias 29 e 30 de outubro no realizado no Liceu de Quixeramobim, a terceira oficina de Educação Patrimonial do ponto de cultura patrimônio vivo.
Como proposta metodológica apresentada deste a segunda oficina pelo professor Clewton Nascimento, que iria conduzir a terceira, mas por motivo de força maior não pôde comparecer, seria realizada uma visita ao patrimônio histórico e cultural da zona rural do município de pau de arara. Algo que agora veio se concretizar com essa viagem a região do Parabibu.
Na ausência do professor, quem ministrou a oficina foi o historiador Neto Camorim, que realizou na manhã de sábado, 29, com um grupo de 20 alunos do ponto de cultura e convidados, um roteiro cultural previamente agendado com as comunidades, iniciando pela Igreja da Canafístula Velha. A mais antiga capela da zona rural de Quixeramobim, que fica localizada nas terras que século XIX pertencera a Marica Lessa, a “Guidinha do Poço”, do romance de Oliveira Paiva.
Marica Lessa era esposa do Cel. Abreu no qual foi acusado de ter mando assassiná-lo, sendo condenada a 20 anos de prisão em 1856. Episódio que até hoje paira dúvidas se de fato ela foi mesmo culpada pela morte do marido. Era uma mulher rica e poderosa, influência que herdara de seu pai o Capitão-mor José dos Santos Lessa, um dos mais influentes fazendeiros da época nos sertões de Quixeramobim.
Também foram visitadas nas fazendas Cipó e Olho D,água, para conhecerem casas de quatro quedas de água. Geralmente eram de taipa, sendo depois rebocadas com cal e areia, mas mantendo sua arquitetura do passado. Hoje existem poucas no sertão.
Além das casas de fazenda e de taipa, os alunos tiveram a oportunidade de objetos e acessórios ainda de muita utilidade no cotidiano dos sertanejos. Muitos não conheciam pote, tamborete, cangalha, esteira, ancoreta, cambito, carroça, prensa de fazer queijo, moinho de milho, Cantareira, panela de barro, quartinha, paiol, puleiro de galinha,chiqueiro, cultivador, etc. Utensílios que fazem parte de nossa história e memória do sertão. “Como muitos não a conhecem, portanto, não valorizam como sendo algo importante do nosso patrimônio histórico e cultural”. Disse Lílian Alves, aluna do ponto de cultura durante a visita.
Segundo Neto Camorim,”o objetivo dessa visita, primeiro oportunizar os alunos a conhecerem as belezas do sertão, suas histórias seus encantos. Em seguida, esperamos que despertem para a importância da preservação de nosso patrimônio histórico, seja na cidade ou na zona rural. Além disso, acredito que a formação recebida nas oficinas de educação patrimonial, como nas demais, possam contribuir para cobrem dos poderes públicos medidas de apoio a uma política de tombamento a nível municipal para a preservação do patrimônio e da memória histórica, incluindo a zona rural e seus bens culturais”.
Ainda como parte da visita na região do Pirabibu, foi realizada uma parada para a merenda na comunidade de Jurema no comércio do Sr. Acrízio. Lá os alunos e convidados partilharam, bolos, suco, café, e um delicioso farofão de feijão tropeiro e seus mais diversos ingredientes, torresmo, carne, lingüiça, etc, ofertado pela Ana Paula Câmara, esposa do presidente do Iphanaq, Ailton Brasil. Valorizando assim, a nossa culinária sertaneja, que também é cultura.
Ao retornar, a oficina teve seqüência na parte da tarde no Liceu, com a apresentação dos slades preparados pelos alunos em grupos, de uma proposta de ação na perspectiva de valorização do patrimônio histórico e turístico de Quixeramobim. Vale ressaltar, que para preparar essa apresentação os alunos fizeram visitas aos locais, pesquisas e roteiros culturais guiados pela cidade.
No domingo, Neto Camorim, propôs aos alunos um estudo de grupo com um texto que refletia a importância da educação patrimonial na construção da cidadania, de Ricardo Oriá Fernandes, sendo em seguida apresentados pelos grupos e comentado pelo oficineiro. Para concluir, foram apresentadas em data show as fotos Da viagem ao Pirabibu, sendo comentadas pelos alunos e professor.
O Ponto de Cultura Patrimônio Vivo é uma realização da ONG. IPHANAQ com o patrocínio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.
Apoio: Sistema Maior de Comunicação, SEBRAE, Liceu Alfredo A. Machado e esta oficina contou com o apoio da Câmara Municipal de Quixeramobim.

Baixe na íntegra os slides da apresentação dos roteiros culturais CLIQUE AQUI.

Informações: www.patrimoniovivo.com.br (88) 9220-0056/ 9998-7434














Texto: Neto Camorim
Fotos:Alunos do ponto de cultura

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

UMBANDISTA ZEZINHO É DESTAQUE NO 10º PAPO CULTURAL


Com o objetivo de valorizar todos os saberes e fazeres históricos e culturais, como tem se destacado esse projeto, o Papo Cultural, recebeu na sua 10ª edição, no dia 28 de outubro, na casa de Antonio Conselheiro, o Umbandista José Maurício da Silva Mariano (O Zezinho).
Na oportunidade ele apresentou sua trajetória de Umbandista há 36 anos em Quixeramobim, e 31 destes, registrado na Federação Cearense de Umbanda. Pois quando não tinha registro chegou a ser preso duas vezes na década de 80. Caracterizando assim, um ato de perseguição religiosa aos cultos africanos.
Durante sua apresentação Zezinho fez questão de ressaltar que antes de ser agente de saúde e técnico de enfermagem, profissões que hoje exercem, antes foi agricultor e trabalhou no forno de cal da Betânia. Nunca usou a umbanda como profissão, destacou. Para ele ser umbandista é um chamado das divindades que cultua, fazendo oferendas às entidades e a suas manifestações de fé no Deus do universo, pois sem a sua permissão nada se realiza.
Destacou também, que a prática da Umbanda em Quixeramobim hoje é muito grande, já existe mais de 30 terreiros. Antes eram muito perseguidas pelas ditas instituições oficiais, principalmente pelas Igrejas, católica e protestante e maior ainda era a polícia. Segundo Zezinho, o preconceito continua aos cultos africanos, mas de forma velada. Alguns até aceitam, ou fazem de conta. O que é pior diz ele.
Ressaltou ainda, que os maiores freqüentadores de seu terreiro situado no Bairro da Vila Betânia, são pessoas ditas de classe média da cidade, que na hora do desespero buscam ajuda. Mas fez questão de dizer: “Não faço trabalho maléfico apenas sou intermediário”.
Outro aspecto bastante discutido durante o debate, conduzido pelo presidente da ONG. IPHANAQ, Ailton Brasil, por que os terreiros de Umbanda sempre ficam nas periferias? Foi debatido que isso é sem dúvida, a intolerância religiosa que ainda persiste mesmo velada, como foi destacada anteriormente. O massacre aos cultos africanos e as suas divindades continuam ainda hoje. Mesmo a Constituição Federal afirmando que o estado é laico, o desrespeito continua. Muitos dizem no senso comum que as manifestações da umbanda são demoníacas, só tem o intuito de fazer o mal aos outros. O que é um erro, pois na maioria das vezes quem afirma isso não conhece a umbanda, destacou Zezinho.
O público presente ao evento, a maioria estudantes universitários e de ensino médio e professores, tiveram uma grande participação no debate, pois estavam curiosos para saber mais sobre as manifestações religiosas da umbanda através nesse momento com o Zezinho, que fez questão de está vestido como no trabalho em seu terreiro. Com bem disse em sua fala. Tem orgulho de ser Umbandista!
O projeto Papo Cultural é uma conversa com personalidades que contribuem com seu trabalho, seus conhecimentos e seus saberes diversos para a difusão do patrimônio histórico e desenvolvimento cultural de Quixeramobim. É uma realização da Ong. Iphanaq e do Ponto de Cultura Patrimônio Vivo com o apoio do Sistema Maior de Comunicação.




Texto: Neto Camorim
Fotos: Elistênio Alves e Edmilson Nascimento.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

CINECLUBE SESC-IPHANAQ REALIZA PELA 3ª VEZ EXIBIÇÃO NA VILA DE ENCANTADO


Foi realizado no dia 19 de outubro, na Escola Aloísio Barros Leal, distrito de Encantado, 45 km, da sede do município, mais uma exibição de cinema pelos sertões de Quixeramobim. Na terceira vez que o Cineclube Sesc-Iphanaq retorna aquela comunidade, exibiu ao público presente o filme O QUINZE, direção de Jurandir Oliveira.
Gravado nos sertões de Quixadá em 2007, o filme retrata ao ano de 1915, quando no sertão central do Ceará, uma grande seca dizimou boa parte da população local. A jovem professora Conceição (Karina Barum), que trabalha em Fortaleza, passa férias na fazenda de sua avó Mãe Inácia, no município de Quixadá. Lá ela convive com os problemas da seca, além de se envolver com seu primo Vicente (Juan Alba). Ele é fazendeiro e está apaixonado pela prima, mas no momento concentra toda sua atenção no combate a uma prega de carrapatos e em salvar o gado da fome. Np município também vive Chico Bento (Jurandir Oliveira), que trabalha como vaqueiro na fazenda de Dona Maroca. Quando recebe ordem de se retirar do local. Chico negocia com Vicente sua pequena criação em troca de uma burra velha e uma quantia em dinheiro. Ela então parte com sua família rumo a Fortaleza, enfrentando as dificuldades do percurso. Tenta viajar para o amazonas, mas desiste quando consegue umas passagens e segue com destino a São Paulo.
Segundo Ailton Brasil, que coordenou essa exibição com o Edmilson Nascimento, o público gostou muito do filme. Além de apresentar um cenário bem real do nosso sertão dentro do contexto da época, nos permite uma melhor compreensão da seca de 1915 e das dificuldades enfrentados pelos sertanejos em busca da sobrevivência.
O projeto Cineclube é uma ação cultural realizada pela Ong. Iphanaq e pelo SESC-Ler de Quixeramobim, que uma vez por mês de maneira itinerante exibe filmes nacionais na zona rural do município. Tem o apoio do Sistema Maior de Comunicação e da Rádio Difusora Cristal.
Informações: IPHANAQ: (88) 9220-0056/ SESC-Ler: 3441-1402
www.patrimoniovivo.com.br / www.patrimonioiphanaq.blogspot.com





Texto: Neto Camorim
fotos: Edmilson Nascimento e Ailton Brasil

terça-feira, 18 de outubro de 2011

PONTO DE CULTURA REALIZA PRODUÇÃO DE VÍDEOS DA OFICINA DE AUDIOVISUAL III


Foi realizada nos dias 15 e 16 de outubro a terceira oficina de audiovisual do Ponto de Cultura Patrimônio Vivo ano II. Na oportunidade, os alunos colocaram em prática o aprendizado teórico já acumulado do decorrer das aulas anteriores, realizando juntamente com o documentarista, Ythallo Rodrigues, gravações de dois vídeos para a produção de documentários, como resultado concreto das oficinas de audiovisual.
No sábado, num primeiro momento, Ythallo explicou as noções básicas de como manusear a filmadora e fez teste nos equipamentos, para em seguida as equipes saírem às ruas para realizarem as filmagens seguindo o roteiro pré-elaborado. As gravações foram iniciadas pelos personagens que exercem algumas profissões que ainda resistem ao tempo apesar das mudanças na atualidade.
O primeiro a ser filmado foi o senhor José Patrício Sobrinho, 70, que há 24 anos exerce o ofício de sapateiro no pontilhão na Rua Teixeira de Freitas, centro. O segundo foi o verdureiro, Salviano Paulino de Morais, 86, agricultor aposentado, que antes morava na comunidade de Cachoeira do Luiz, zona rural do município, mas desde quanto veio residir na cidade, no Conjunto Esperança, trabalha na produção e comercialização de verduras, na sua bicicleta em porta em porta, ou nos seus canteiros no Horto Florestal.
O terceiro desta série a ser filmado, foi a senhor Luiz Felício Barros (Aloísio Barbeiro), 67, que exerce há 41 anos a profissão. 37 deles na antiga Barbearia São Luiz, na Rua Monsenhor Salviano Pinto, centro, que nos anos 70 recebeu a ilustre visita de Luiz Gonzaga, o rei do baião. Hoje a sua barbearia funciona na Rua Dr. Miguel Pinto, 375.
O quarto personagem foi o carroceiro, Francisco Valmir Felipe da Costa, 60, morador na Rua Miguel Felipe, Vila Betânia. Exerce a profissão há 11 anos, desde quando deixou de trabalhar nas fábricas dos Carneiros e nos Laticínios Betânia, devido problemas de saúde, buscou essa atividade para complementar a renda familiar. O quinto foi o senhor José Lima Rodrigues (o Zequinha),65, bodegueiro há mais de 30 anos no Bairro do Depósito.
No domingo, foram realizadas as filmagens da proposta da segunda equipe que gravou o vídeo: religiosidade e fé, a partir das experiências de quatro personagens que vivenciam doutrinas religiosas diferentes. 1- a senhora Maria Francisca do Carmo (Titiá), 88, e desde os 15 anos tem segunda ela, a missão de ser catequista da Igreja Católica. Começou sua atividade quando ainda morava na zona rural na região da Serrinha de Santa Maria, catequizando seus irmãos e o próprio pai. Continua ainda hoje sendo catequista no salão comunitário na Vila Betânia. 2- o senhor Manuel Marcílio Maciel, 75, parente de Antonio Conselheiro e profundo conhecedor auto de data de sua obra. Residente na Rua Benjamim Barroso e há 20 anos é membro da Igreja Evangélica Assembléia Deus é Amor. 3- Francisco Iran do Nascimento, 44, morador na Rua Ana Almeida Machado. É espírita há 08 anos. 4- José Maurício da Silva Mariano (o Zezinho), 49, residente na Vila Betânia as margens do açude da comissão. Há 36 anos trabalha com Umbanda e desde 1980 tem terreiro registrado na Federação Cearense de Umbanda, pois foi preso pela polícia quando não tinha licenciamento para exercer livremente sua doutrina religiosa.
A idéia dos alunos do ponto de cultura é que a partir desses registros sejam produzidos documentários que serão editados em novembro, onde tanto as profissões quanto as manifestações de religiosidade e fé possam ser socializados enquanto cultura e memória coletiva respeitando suas diversidades e pluralidades.
O Ponto de Cultura Patrimônio Vivo é uma realização da Ong. IPHANAQ com o patrocínio do Ministério da Cultura e da Secretaria da Cultura do Estado do Ceará.
Apoio: Sistema Maior de Comunicação.
SEBRAE e Liceu de Quixeramobim
Mais informações: (88) 9220-0056/ 9998-7434
www.patrimoniovivo.com.br














Texto: Neto Camorim
Fotos: Alunos do Ponto de Cultura ano II

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

CINECLUBE SESC-IPHANAQ REALIZA EXIBIÇÃO NO 16º ANIVERSÁRIO DO ASSENTAMENTO TANQUINHOS.


Domingo, 02 de outubro, às 19h, no Assentamento Tanquinho, distrito de paus Branco, 54 km da sede do município, foi realizada mais uma exibição de cinema itinerante pelo sertão.
Pela primeira vez que o Cineclube Sesc-Iphanaq acontece naquela comunidade, foi exibido o filme/documentário: Patativa do Assaré- Ave Poesia, marcando o encerramento das comemorações alusivas ao 16º aniversário do Assentamento Tanquinhos.
O documentário de Rosemberg Cariry apresenta Antonio Gonçalves da Silva (Patativa do Assaré), sua trajetória de homem simples e sertanejo, que sempre morou na sua Assaré, onde nunca deixou de trabalhar na roça até quando pôde. Segundo o próprio Patativa, o sertão era a fonte maior de inspiração da sua poesia. Homem de poucas letras, mas de uma vasta sabedoria e sensibilidade poética, fez da sua arte a expressão maior de seu protesto contra as injustiças sofridas pelos sertanejos.
Seus versos criticam a situação de pobreza, fome, seca, ditadura militar e o abandono político sofrido pelos sertanejos, diante da insensibilidade política dos governantes, etc. Por tais razões, sua poesia, mesmo após sua morte, é que passou a ser estudada nas escolas e Universidades no Brasil e exterior.
É sem dúvida, um dos mais ilustres cearenses do século XX, onde através de suas rimas mostrou uma realidade injusta e violenta para com os pobres, e que ainda persiste em nosso contexto atual, diante do abandono político sofrido pelo nosso povo.
Para a professora Marcleide Monteiro, líder comunitária do Assentamento, “o filme/ documentário: Patativa do Assaré, além de ser um momento inédito na comunidade, pois o povo daqui nunca teve oportunidade de ir ao cinema, foi importante para rememorar a luta pela terra e a reforma agrária, que estamos realizando há 16 anos aqui, e que Patativa era também um defensor dessa causa”.
O projeto Cineclube é uma realização da Ong. Iphanaq e do SESC-Ler de Quixeramobim, que de maneira itinerante, uma vez por mês leva cinema de graça as comunidades do sertão do município. Tem o apoio do Sistema Maior de Comunicação e da Rádio difusora Cristal.
Informações: IPHANAQ: (88) 9220-0056/ 9926-1048.
SESC-Ler: (88) 3441-1402.




Texto: Neto Camorim
Fotos: Elistênio Alves

terça-feira, 4 de outubro de 2011

PONTO DE CULTURA REALIZA 6º ROTEIRO CULTURAL.


A Ong. Iphanaq e o Ponto de Cultura Patrimônio Vivo realizaram no dia 02 de outubro, domingo, às 7h da manhã, o 6º roteiro cultural. Desta vez, guiado pelas alunas do ponto de cultura ano II (Lívia Vanessa, Geovana e Sandra Feijão).
O percurso escolhido teve início da Barragem de Quixeramobim, passando pela via paisagística, casa de Antonio Conselheiro, ponte metálica, casa de câmara e cadeia, Igreja Matriz de Santo Antonio e encerrou na antiga estação ferroviária. Seguindo depois para o mercado público saborear uma gostosa panelada. Em breve, as cantinas serão objetos de roteiros culturais para se conhecer as comidas servidas pela cidade.
Este roteiro cultural foi organizado em preparação para a Oficina de Educação Patrimonial que será ministrada por Clewton Nascimento, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), nos dias 29 e 30 de outubro.
Além dos alunos do ponto de cultura, estiveram participando dessa ação cultural, o coordenador geral do ponto, Neto Camorim, Edmilson Nascimento, Elistênio Alves e o presidente da Ong. iphanaq, Ailton Brasil. Que ao finalizar o roteiro, ressaltou a importância de realizar atividades culturais como essa, que permite as pessoas conhecerem melhor o patrimônio histórico, cultural e turístico do município. Além de contribuir para a formação de guias, que não existem em Quixeramobim. E o ponto de cultura está contribuindo para isso.
O projeto roteiro cultural guiado, é uma ação cultural da Ong. Iphanaq e do Ponto de Cultura Patrimônio Vivo, com o apoio do Sistema Maior de Comunicação.









Texto: Neto Camorim
Fotos: Lívia Vanessa, Geovana e Elistênio

JORNALISTA MÔNICA MOURÃO APRESENTA RELATÓRIO “VOZES SILENCIADAS” NO 9º PAPO CULTURAL.


Foi realizado no dia 30 de setembro, 19h, na casa de Antonio Conselheiro o 9º Papo Cultural. Desta vez teve como convidada a jornalista Mônica Mourão, professora do curso de Comunicação Social da Universidade Federal do Ceará (UFC), pesquisadora responsável pelo relatório “Vozes Silenciadas”.
O referido relatório é resultado de uma pesquisa realizada pelo coletivo Intervozes de comunicação analisando a cobertura da mídia sobre o MST, cujo lançamento aconteceu oficialmente no dia 24 de agosto, durante o Acampamento Nacional da Via Campesina em Brasília. É importante ressaltar que essa pesquisa até agora não foi apresentada nem em Fortaleza, sendo Quixeramobim o primeiro município no Ceará onde está sendo lançada. Disse a coordenadora da pesquisa Mônica Mourão.
Durante a sua exposição Mônica Mourão destacou que um dos méritos da pesquisa é que ela tira o movimento do “achismo” e comprova por meios de dados a realidade da criminalização das bandeiras de luta do Movimento dos Sem Terra (MST) na grande mídia. A pesquisa constatou que não há uma invisibilidade do movimento em si, mas de suas lutas e na maioria das vezes, o movimento é citado como referência pejorativa. Além disso, a maioria das matérias que circula na grande mídia e citam o MST, é sempre para associá-la a algo negativo.
Para a realização da pesquisa foram analisados três grandes jornais de circulação nacional (folha de S. Paulo, o Estado de S. Paulo e O Globo); três revistas também de circulação nacional (Veja, Época e Carta Capital); e dois telejornais de maior audiência no Brasil: Jornal Nacional da Rede Globo e o Jornal na Record.
Ao todo foram analisadas 301 matérias que mencionam o MST durante o tempo em que ele foi algo de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) no Congresso Nacional, entre os meses de fevereiro a julho de 2010.
Além na apresentação do relatório “Vozes Silenciadas”, teve distribuição gratuita aos presentes da cartilha com as informações da pesquisa. Quem tiver interesse, o mesmo está disponível na internet no site do Intervozes. Como também vendas de livros de temas ligados a área da comunicação.
Estiveram presentes participando do evento, alunos de ensino médio, professores, representante do STR, sindicato dos servidores municipal, fórum dos assentados, etc.
O projeto Papo Cultural é uma conversa com personalidades que contribuem com seu trabalho, seus conhecimentos e seus saberes diversos para a difusão do patrimônio histórico e desenvolvimento cultural de Quixeramobim. É uma realização da Ong. Iphanaq e do Ponto de Cultura Patrimônio Vivo com o apoio do Sistema Maior de Comunicação.





Texto: Neto Camorim
fotos: Elistênio Alves